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Programa Repense

Formação Livre em Bioconstrução

Instituto Ibietê - Rio Fundo - Marechal Floriano

30 de Novembro de 2019, 09:00h - 25 de Outubro de 2020, 16:00h

A Formação em Bioconstrução proporcionará aos participantes um entendimento teórico e prático sobre construção de baixo impacto ambiental. Para tanto trocaremos conhecimento sobre maneiras de analisar o espaço, representação gráfica (desenhos e maquetes) e execução de diversas técnicas de bioconstrução. Nossa prática acontecerá num canteiro de obras permacultural, executando o projeto de um pequeno chalé; desde a fundação até o telhado, contando com o suporte de profissionais no campo da arquitetura, biologia, e empreendedorismo. Além disto, em cada vivência iremos desenvolver mini protótipos de diferentes modelos de bioconstrução, podendo ser levados para casa como objeto de estudo e / ou decoração.

1º Módulo: Introdução à Bioconstrução

Neste módulo abordaremos formas holísticas e permaculturais de interpretação do espaço e do projeto. Maneiras intuitivas de projetar / representar direcionaram a elaboração de um projeto coletivo para um futura estrutura do instituto. Além disso aprenderemos sobre diferentes técnicas de testes de solo, e confecção de tijolos de adobe.
Leitura Permacultural: A permacultura fornece ferramentas e princípios que auxiliam na análise e construção de ambientes. Vamos aprender como aplicar estas ferramentas na bioconstrução.
Arquitetura Bioclimática: Arquitetura bioclimática é a arquitetura que se adapta ao clima local de forma a obter eficiência energética. Para aplicá-la precisa-se conhecer sobre a zona bioclimática do local, os ventos predominantes, a carta solar, entre outros aspectos regionais. Saber interpretar e aplicar estas ferramentas é fundamental para termos um projeto eficiente.
Projeto Colaborativo: A construção em conjunto de projetos que possam ser bioconstruidos no instituto é essencial para que se possa ter envolvimento e sentir-se parte do ambiente de ensino. Uma das formas que encontramos para que esta integração aconteça é por meio da elaboração de projetos colaborativos.
Maquetes: As maquetes auxiliam na visualização e entendimento de diferentes estruturas / objetos. Estudaremos algumas técnicas de realização de maquetes, e utilizaremos desta ferramentas de representação para a apresentação das estruturas propostas no projeto colaborativo.
Testes de solo: A essência da bioconstrução é a utilização de materiais locais. O solo é o material que sempre estará presente. Saber identificar suas qualidades físicas é de suma importância para que a bioconstrução fique adequada, e assim necessidade de menos manutenção.
Tijolos de adobe: Tijolos sem emissão de CO2! Secos ao sol, os tijolos de adobe são popularmente conhecidos como tijolos crus, técnica antiga de construção, cujo resultado atribui elegância e rusticidade a edificação.

2º Módulo: Fundações de Baixo Impacto

Para que a edificação se mantenha de pé e protegida é necessário darmos uma atenção especial para a fundação. Os diferentes tipos, vantagens e desvantagens e execução de uma fundação de baixo impacto ambiental serão o foco desta vivência. 

Fundações: Responsável por receber cargas da edificação e distribuí-las no solo, as fundações são fundamentais para que a construção se mantenha de pé. Existem diferentes tipos de fundação, para diferentes técnicas de bioconstrução. Vamos aprender quais são as principais e qual escolher.
Bambucreto: Vergalhões de ferro costumam estar presentes na estruturação das edificações. Porém, tais vergalhões além de caros, causam grande impacto ambiental na sua extração. Bambucreto é um técnica que substitui vergalhões, sendo portanto, de menor impacto.
Superadobe: Esta técnica lunática é ótima para realização de projetos curvos, muros e contenções.
Pau-a-pique: Esta será a prática coringa do módulo! Depois de entrarmos nas profundezas das fundações, vamos por a mão da terra e aplicar esta técnica ancestral em uma das nossas paredes bioconstruidas.

3º Módulo: Estruturas em Bambu

Quando bem manejado e tratado o bambu tem sua resistência comparada com o aço! Vamos aprender as diferentes formas de utilizar o bambu, como coletar, tratar, amarrar, encaixar. O foco desta vivência será erguer uma estrutura de bambu para o chalé, mas além disso faremos mini protótipos de YURT.

Estrutura em Bambu: Existem diversas maneiras de utilizarmos o bambu para estruturar edificações. Pilares, vigas, composição de tesouras e treliças… o bambu pode estar presente em diferentes peças da casa. Saber a forma de utilizá-lo é indispensável para mantermos a construção de pé.
Coleta de bambu: Saber coletar bambu é vital para a durabilidade das estruturas e objetos feitos com o mesmo, bem como para manter a gramínea viva.
Tratamento: Há diferentes tipos de tratamento de bambu. Aprenderemos alguns dos mais utilizados.
YURT - Bambu: Esta incrível técnica de construção dos povos nômades da ásia central vem ganhando atenção de bioconstrutores, em especial quando se necessita fazer estruturas móveis.

4º Módulo: Paredes Bioconstruídas

As paredes e suas versatilidades serão o que iremos estudar e praticar neste módulo. Viajaremos pela teoria das paredes e vedações e confeccionaremos tijolos e pequenos protótipos de charutos de palha e taipa de pilão.

Paredes e vedações: Falaremos sobre as diferentes formas de bioconstruir, e as necessidades das vedações ligadas ao comportamento do clima em cada região.
Tijolos de adobe: Momento de fazer do nosso canteiro de obras, uma olaria sem forno! Além disso vamos aprender a fazer uma pequena parede de charutos de palha!
Taipa de pilão: Esta técnica milenar muito utilizada no oriente médio, vem ganhando espaço com aquela pessoas que gostam de formas mais retilíneas e gostam do efeito natural de mudança de coloração.

5º Módulo: Paredes Bioconstruídas 2

As paredes e suas versatilidades serão o que iremos estudar e praticar neste módulo. Viajaremos pela teoria das paredes e vedações, e confeccionaremos protótipos de cob e cordwood.

Paredes e vedações: Falaremos sobre as diferentes formas de bioconstruir, e as necessidades das vedações ligadas ao comportamento do clima em cada região.
Hiperadobe: O hiper adobe tem se popularizado no universo da bioconstrução por conta baixa manutenção, possibilidade de realizar curvas, e qualidades autoportantes. A pilagem é o segredo desta incrível técnica que vamos praticar neste modulo. 
Cordwood: Madeira roliça na parede não é algo comum. O cordwood traz a possibilidade a criação de paredes autoportantes, térmicas, e lindas!
Cob: Na prática extra desse modulo, faremos um pequeno mobiliario de cob!

6º Módulo: Telhados ecológicos

Sendo um dos maiores gastos em uma construção convencional, o telhado tem uma grande importância em relação ao conforto térmico, lumínico, e acústico de uma edificação. Telhados ecológicos construídos com bambu são uma boa alternativa para quem quer diminuir custos e manter, até mesmo melhorar, as qualidades que um telhado pode ter. Teorias e práticas sobre este tema serão o foco desta vivência.

Telhados ecológicos: Diferentes materiais na composição de telhas e coberturas podem diminuir o impacto de ambiental gerado pela construção de telhados. Discutiremos sobre quais são esses materiais classificados como ecológicos, e quais as vantagens de utilizá-los.
Telhado verde: O telhado verde pode ser mais acessível e do que se imagina. Utilizando materiais locais, como bambu, e reciclados, como caixas de leite, é possível fazer um telhado verde barato e eficiente.
Pau a pique:  Esta será a prática coringa do módulo! Depois de estarmos nas alturas com telhados verdes, vamos colocar a mão da terra e aplicar esta técnica ancestral em uma das nossas paredes bioconstruidas.

7º Módulo: Bioacabamentos

Os acabamentos são fundamentais na preservação da bioconstrução, bem como na composição estética da edificação. Os diferentes tipos, suas vantagens e desvantagens, a realização de testes e aplicação de reboco fino e grosso em uma das paredes do chalé serão abordados neste módulo.

Acabamentos: Discutiremos e faremos atividades sobre os diferentes tipos de acabamentos, os efeitos que eles causam no ambiente, e as vantagens e desvantagens dos mesmos.

Reboco Grosso e reboco fino: Técnicas de acabamentos que quando bem feitas aumentam o conforto térmico e proteção da bioconstrução.

Paredes em Calfeteci: A prática extra do módulo será esta bioconstrução orgânica, e pouco conhecida. Consiste na mistura de cal ferro, terra e cimento, onde o ferro pode ser substituído por bambu, e o cal por por cinzas. 

8º Módulo: Bioacabamentos 2

Os acabamentos são fundamentais na preservação da bioconstrução, bem como na composição estética da edificação. A aplicação de reboco e realização de um piso em terra fará parte do conteúdo teórico e prático desta vivência.

Bio-tintas: Este acabamento além de permitir pinturas criativas, da mais uma camada de proteção a parede bioconstruída. A coloração é feita essencialmente de materiais naturais, como terra e plantas em pó, como curcuma. Existem algumas maneiras de fazer a base líquida, vamos aprender neste módulo quais são elas fazendo pequenos testes.
Piso em terra: Pisos em terra já foram muito utilizados pelos nossos antepassados. Uma boa pilagem e uma boa desempanadera dão o encanto para este método.
Reboco Grosso: Vamos praticar esta técnica que aumenta a proteção e o isolamento térmico da parede.
Hiperadobe: Esta será nossa prática extra do módulo! Construiremos um pequeno banco de hiperadobe, colocando mais uma vez nosso conhecimento em prática!

9º Módulo: Madeira na Bioconstrução

A madeira reaproveitada é um dos materiais mais utilizados na bioconstrução. Neste módulo iremos aprender a fazer um mezanino de madeira, além de paredes de cordwood, e alguns tijolos de adobe.

Marcenaria: Saber trabalhar com madeira é sempre importante quando se trata de construção civil. Trabalhar com precisão e encaixes, torna-se arte! Neste modulo aplicaremos alguns conhecimentos do universo da marcenaria, por meio da construção de um mezanino.
Cordwood: O cordwood é uma vedação que traz a madeira enquanto complemento do preenchimento, atuando junto com o barro.
Tijolos de adobe: Esta será a prática extra do módulo! Vamos fazer mais uma leva de tijolos de adobe na nossa olaria de tijolos crus!

10º Módulo: Mobiliários em Bambu

A confecção de móveis com bambu terá a nossa atenção enquanto objeto de estudos teóricos e práticos nesta vivência. Desenhar moveis, medir, cortar e encaixar serão ações centrais deste módulo, que será complementado com a confecção de um piso de terra.

Colheita: A colheita do bambu, conhecido como o grande espírito pelos orientais, é feita respeitando a fase da lua, e também o tempo de crescimento.
Tratamento: São diversos tipos de tratamentos que podem ser empregados, neste módulo aplicaremos pelo menos dois modelos de tratamento.
Construção de móveis em bambu: Depois de coletado e tratado é hora de colocar a criatividade em ação e criar móveis de bambu.
Piso de terra: Na técnicas extra deste módulo, faremos um piso de terra, utilizando conceitos do adobe.

11º Módulo: Saneamento Ecológico

Diferentes tipos de tratamento de águas cinzas e negras, suas vantagens e desvantagens irão compor a parte teórica deste módulo. Enquanto prática realizaremos a construção de um banheiro seco e um círculo de bananeiras, aprendendo soluções sustentáveis para as diferentes águas que saem da nossa casa.

Saneamento Ecológico: Existem diferentes tipos de tratamento para diferentes resíduos sólidos gerados na edificação. Conversaremos sobre estes diferentes tipos,  e como são aplicados.
Banheiro Seco: Faremos uma prática construindo um banheiro seco para os moradores e visitantes do sitio!
Círculo de bananeiras: Essa é uma das alternativas para as águas cinzas, seguindo a proposta de fechamento de ciclos, o círculo de bananeira funciona como um filtro e bomba de água.

12º Módulo: Ecotécnicas

Há diferentes alternativas de baixo custo para aproveitarmos a água da chuva, os raios de sol, os resíduos orgânicos… Neste módulo iremos discutir sobre elas e confeccionar uma composteira caseira e uma cisterna de solo cimento.

Painel Solar / Compostagem / Águas cinzas: Alternativas ecoeficientes serão a proposta desse módulo, teremos atividades ligadas a energia, reaproveitamento e reutilização.
Fogão com Serpentina: Outra alternativa para aqueles que possuem fornos, fogões a lenha e querem aproveitar da caloria para aquecer a água, só basta manter sempre aceso.
Cisterna de solo cimento: A cisterna de solo cimento é uma boa alternativa para poder reservar água da chuva, sendo uma construção de baixo custo com muitos benefícios.

Facilitadores

Luan Tchorla

Luan Tchorla

Formado em licenciatura e bacharelado em Ciências Biológicas pela UENP, Permacultor formado pelo Instituto Çarakura, durante a formação despertou sua paixão pela área de preservação e conservação do meio ambiente, e desde os primeiros semestres procurou efetuar trabalhos seguindo essa linha de atuação, dentre esses trabalhos destaca-se o plantio e a bioconstrução. Já teve experiências com estruturas em bambu, técnicas bioconstrutivas como pau a pique ( Bambu a pique), Cob, Adobe, Hiperadobe, Taipa de pilão.

Larissa Barreto

Larissa Barreto

Permacultora formada pelo Instituto Çarakura e formanda em Arquitetura e Urbanismo - UDESC. Já executou obras e modelos de saneamento ecológico, estruturas em bambu, superadobe, hiperadobe, cordwood, pau a pique, tijolo de adobe, taipa de pilão, e diferentes acabamentos. Ministra cursos de bioconstrução desde 2016, após ter adquirido diversas experiências com profissionais da área e percebido que neste tema morava sua paixão e esperança.

Thaís Gonçalves Webster

Thaís Gonçalves Webster

Arquiteta urbanista formada pela Universidade Federal de Viçosa(2017) e permacultora. Concluiu o curso de Design em Permacultura (PDC) no Instituto Pindorama em 2015 e vem se aprofundando no tema desde então, dando workshops de bioconstrução, participando de programas de voluntariados em ecovilas, como Tibá e Piracanga, também de cursos com grandes referências como, Irina Biletska e Johan Van Lengen. Após concluir a graduação, em 2018, fez uma jornada até a Indonésia, para aprender sobre design e construção com bambu com os melhores especialistas no assunto, no curso BambooU, em Bali. A partir daí atuou como arquiteta da IndoBamboo, ainda na Indonésia, onde participou da construção de uma escola construída com bambu. Thaís acredita que a sociedade como um todo precisa repensar seu modo de se ocupar no planeta. Com mais autorresponsabilidade, sensibilidade e consciência das nossas ações e intervenções, podemos criar espaços resilientes, preservando o meio ambiente e de preferência tornando-o melhor do que o momento em que o encontramos.

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