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Programa Repense

Formação Livre em Agrofloresta

Instituto Ibietê - Marechal Floriano / ES (1h30 de Vitória)

26 de Outubro de 2019, 09:00h - 27 de Setembro de 2020, 15:00h

A agroecologia é uma ciência que busca encontrar formas que permitam alimentar e abastecer a população de forma associada ao equilíbrio ambiental, integrando princípios ecológicos, agronômicos, sociais e econômicos.

Os Sistemas Agroflorestais representam essa estratégia agroecológica de forma que essa produção funcione como um agroecossistema, permitindo a diversificação da produção, gerando maior soberania e segurança alimentar, estabilidade econômica e uma relação mais harmônica com a Terra.

Aprenda técnicas e conceitos essenciais sobre implantação de Sistemas Agroflorestais seguindo os preceitos da agroecologia, em consonância com o meio ambiente.

1ºMódulo: A Arte dos Sistemas Agroflorestais

Neste encontro vamos realizar uma introdução e contextualização dos Sistemas Agroflorestais, abordando temas como histórico do Desenvolvimento Rural, desenvolvimento das agriculturas alternativas e da Agroecologiacomo ciência; Funções, tipos, benefícios e componentes dos SAFs; Fundamentos da Agrofloresta Sucessional; 

Vamos realizar também uma construção participativa de um sistema agroflorestal pensando ele do zero, abordando os conhecimentos adquiridos. 

Princípios da agroecologia:

Conheça a Agroecologia, a base das agriculturas alternativas e tradicionais, história, princípios e principais aspectos. Como ela pode ser utilizada nos dias atuais trazendo benefícios para sua terra e também para Mãe Terra!

Introdução Agrofloresta:

Conheça mais de perto a agrofloresta, sua origem e quais são suas principais funções e benefícios. Aprenda as técnicas básicas para dar inicio ao seu próprio sistema agroflorestal.

Agrofloresta Participativa:

A análise econômica convencional baseada na avaliação de custo-benefício é insuficiente e inadequada para retratar a sustentabilidade de sistemas complexos como a agroecologia.

A metodologia de diagnóstico de agroecossistemas leva em questão a sua linha do tempo e do território ao qual ele pertence; a valoração do produto completo e não apenas a sua parte comercializada; a relação com os mercados; a participação social; a equidade de gênero; a geração de renda; e o acesso a políticas públicas, entre outros quesitos.

Vamos estudar exemplos de Sistemas Agroflorestais e analisar dentro do Instituto Ibietê os diferentes aspectos para implantação de uma Agrofloresta. Você estará participando conosco da construção deste novo modelo pensando ele do zero!

2º Módulo: Implantação e manejo de SAF's

Neste encontro vamos realizar a aplicação prática de técnicas voltadas para implantação e manejo de SAFs.

Começaremos definindo as etapas de implantação (desde a elaboração de croquis técnicos) e manejo dos SAFs.  

Neste encontro também abordaremos diagnósticos de agroecossistemas para uma melhor avaliação das áreas escolhidas e diferentes focos de produção.

IMPLANTAÇÃO DE SAFS

Nesse módulo focaremos nas etapas iniciais de implantação e manejo dos Sistemas Agroflorestais, vamos construir e debater em conjunto sobre a práxis agroflorestalde acordo com os princípios agroecológicos. Realização de mapas de percepção ambiental, elaboração de croquis técnicos, escolha do foco do SAF, como manejar a área inicialmente, escolha das espécies envolvidas, tipos de plantio e adubação inicial.

MANEJO

Nesse módulo serão abordadas as principoais etapas envolvidas! O manejo correto é parte essencial para o sucesso do SAF. Aprenderemos técnicas como, o manejo das babaneiras , que são são essenciais em diversos tipos de SAFs devido à sua facilidade de adaptação a diferentes ambientes, associado à sua abundante produção de matéria orgânica e sua utilização no solo para gerar adubo de alta qualidade.

As podas são parte de um processo fundamental para o aumento da produtividade do sistema, estimulando pulsos de energia para toda a agroflorestal, gerando matéria orgânica e mantendo a organização do SAF. Também aprenderemos técnicas de poda, manutenção da estratificação do agroecossistema, manejo da matéria orgânica produzida e importância da conservação da cobertura do solo.

AGROFLORESTA PARTICIPATIVA

Será realizada a implantação de um canteiro agroflorestal, possibilitando a aplicação das técnicas apresentadas na teoria, envolvendo os conhecimentos discutidos e o desenvolvimento de pensamento agroecológico em conjunto.

Será feito manejo e produção de mudas de bananeiras, espécie muito utilizada nos SAFs devido à sua alta produção de biomassa e facilidade de adaptação em diferentes ambientes.

3ºMódulo:Manejo do Solo em Sistemas Agroflorestais

Neste encontro vamos discutir a respeito do melhor manejo do solo para os Sistemas Agroflorestais. Perceber o solo como um Sistema Vivo, e aprender sobre seus aspectos físicos, químicos e biológicos.

Vamos aprender e praticar o Manejo Agroecológico do solo, sua adubação orgânica, formas de compostagem, ciclagem de nutrientes, taxas de decomposição e o manejo da matéria orgânica do solo. 

ADUBAÇÃO AGROFLORESTAL

Vamos falar a respeito de técnicas de manejo Agroecológico do solo, utilizando adubação orgânica, compostagem, dinamizando a ciclagem de nutrientes, otimizando a dinâmica e os recursos internos do sistema! Também será discutida a importância da manutenção da cobertura do solo para a sua conservação.

Entenda como utilizar adubos orgânicos e aprenda como eles podem proporcionar uma melhora no uso do solo. Faleremos sobre as características físicas e biológicas do solo e principios sobre o que é Adubo Orgânico, sejam eles de origem vegetal ou animal, como esterco, farinhas, bagaços, cascas e restos de vegetais, decompostos ou ainda em estágio de decomposição. 

Aprenda a manejar o solo de forma adequada, verificando suas propriedades físicas, químicas e biológicas. Saiba como balancear o solo para que ele te proporcione boa produtividade ao mesmo tempo em que possibilita a manutenção de sua fertilidade, garantindo a produção sustentável no futuro.

AGRICULTURA SINTRÓPICA

Discutiremos sobre os conceitos da agricultura sintrópica, as principais técnicas aplicadas, o processo de sucessão e cooperação entre as plantas envolvidas e o manejo empregado para obtenção de maior quantidade de matéria orgânica. Como aumentar a produção de energia do sistema e alcançar a independência de insumos externos, por meio do equilíbrio do agroecossistema.

AGROFLORESTA PARTICIPATIVA

Nesse módulo realizaremos práticas agroecológicas baseadas nos aspectos teóricos apresentados, buscando a melhor conservação do solo e saúde do agroecossistema como um todo. Aplicaremos algumas técnicas de plantio, poda e cobertura do solo. 

4º Módulo: Agricultura Sintrópica em SAF's

Esse módulo será focado no manejo de SAFs utilizando técnicas da agricultura sintrópica, buscando a otimização da dinâmica do agroecossistema, seguindo também os princípios da agroecologia. Explicaremos técnicas e faremos manejos na prática para a melhor viabilidade e sustentabilidade da agroflorestal.

AGRICULTURA SINTRÓPICA

O conceito de Sintropia foi cunhado pelo pesquisador e agricultor Ernst Götsch, a Sintropia é o contrário da Entropia, e envolve a compreensão da complexificação da energia e princípios de organização dentro do agroecossistema.

O manejo de agroecossistemas com base na agricultura sintrópica envolve variadas técnicas que buscam a aceleração dos processos sucessionais e dinamização da ciclagem dos nutrientes.

PROCESSO SUCESSIONAL

Discutiremos sobre as etapas de sucessão do sistema, colonização, acumulação e abundância. As principais técnicas empregadas para que esse processo seja otimizado como, maximização da fotossíntese, escolha das plantas envolvidas, sincronização de plantios, capina seletiva, cobertura do solo, geração de biomassa e podas.

AGROFLORESTA PARTICIPATIVA

Será construído em conjunto o conhecimento agroflorestal, por meio de práticas das técnicas que também serão dadas na teoria. Serão realizadas elaborações de croquis dos canteiros agroflorestais, podas e realização da cobertura do solo, dentro dos princípios agroecológicos e sintrópicos, para melhor compreensão da dinâmica e estruturação dos SAFs como um todo.

5º Módulo: Manejo da Água para SAF's

Neste encontro iremos abordar o Manejo de Água para implantação e manejo de SAFs, uma metogologia muito importante nos Sistemas Agroflorestais e que podem ser utilizados também em qualquer tipo de sistema agrônomo tradicional. Teremos uma parte teórica abordando o Manejo de Bacias Hidrográficas, Ciclo Hidrológico e Estudo de Áreas de Preservação Permanente.

Aprenderemos na prática técnicas de captação de água de chuva e técnicas de conservação da água no solo. 

Além disso iremos abordar e apresentar também alguns sistemas eficientes de irrigação e como realizar diagnóstico de agroecossistemas visando um melhor aproveitamento de recursos hídricos.

MANEJO E CONSERVAÇÃO DA ÁGUA NO SOLO

Aprenderemos como realizar o manejo sustentável da água.Responderemos perguntas de como, quando e quanto irrigar – visando ao uso racional da água, a partir da redução de perdas e aumento da eficiência da irrigação no Sistema Agroflorestal.

Utilizaremos diferentes técnicas para conservar a água no solo, aumentando a eficiência deste recursos tão importante nos dias atuais.

CAPTAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA

Aprenda diferentes técnicas de captação de água da chuva e como você pode levar isso para o seu dia a dia.

CONSERVAÇÃO E MANEJO DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS

O uso da água doce do nosso planeta de forma sustentável aliado à produção de alimentos são temas essenciais na atualidade. As técnicas empregadas nos Sistemas Agroflorestais tem se mostrado ideais para otimização da utilização e do manejo da água, mantendo a sua conservação e melhor qualidade em longo prazo.

O emprego de diferentes estratégias que busquem o melhor manejo das bacias hidrográficas, considerando o ciclo hidrológico, o emprego de SAFs em áreas de preservação permanente (APP) e técnicas de manutenção da umidade do solo.

AGROFLORESTA PARTICIPATIVA

Trilha interpretativa no Instituto Ibietê, buscando diagnosticar os diferentes tipos de consórcios implantados e as melhores técnicas a serem empregadas em diferentes situações.

6º Módulo: Manejo de PANC's

Neste encontro vamos abordar o Manejo das Plantas Alimentícias Não Convencionais. Iremos passar desde os aspectos técnicas de podas, desbastes, desramas e outros tratos culturais nas culturas, passando pelos diferentes tipos de manejo, na sombra no SAF ou o manejo integrado de pragas e doenças.

Falaremos também sobre a saúde dos componentes agroflorestais, fotossíntese, taxas de evapotranspiração, fisiologia vegetal, botânica e sucessão vegetal.

HISTÓRICO DE PANCS E PLANTAS ESPONTÂNEAS

As Plantas Alimentícias Não Convencionais são plantas de desenvolvimento espontâneo, facilmente encontradas em jardins, hortas, quintais e até mesmo em calçadas de rua. Infelizmente, muitas das espécies de PANCs são tidas pela população em geral e até pelos próprios agricultores como infestantes e daninhas ou “mato” – e por isso são pouco utilizadas na alimentação por falta de conhecimento ou costume. Estudos revelam que muitas espécies de PANCs possuem teores de minerais, fibras, antioxidantes e proteínas significativamente maiores quando comparadas às plantas domesticadas.

As Pancs abrangem desde plantas nativas e pouco usuais até exóticas e silvestres com uso alimentício direto (na forma de fruto ou verdura) e indireto (amido, fécula ou óleo). Em geral, não fazem parte do cardápio diário da maior parte das pessoas e não costumam ser encontradas em mercados convencionais. Elas não são transgênicas e, na maior parte dos casos, são orgânicas.

IMPORTÂNCIA E USO DAS PANC

Nesse módulo será apresentada a multiplicidade do uso dessas plantas nos Sistemas Agroflorestais como, na sucessão vegetal, no manejo de pragas e doenças, auxiliando no equilíbrio, harmonia e a saúde do agroecossistema. As PANC tem sido utilizadas há milênios para enriquecimento da alimentação humana, e ainda se mantém fundamentais na busca pela soberania e segurança alimentar dos produtores.

AGROFLORESTA PARTICIPATIVA

Na parte prática serão apreendidas técnicas de identificação de algumas espécies de PANC e plantas espontâneas. Também serão ensinadas técnicas de manejo como, podas, desbastes, desramas e outros tratos culturais.

7º Módulo: Avaliação Econômica de SAF's

Neste encontro faremos uma abordagem agroeconomica dos Sistemas Agroflorestais. Vamos falar de estratégias de comercialização para melhor beneficiamento e aumento do valor do produto.

Também abordaremos como obter certificação participativa de produtos agroecológicos e orgânicos aumentando a creibilidade e percepção de valor por parte dos clientes. 

ESTRATÉGIAS DE COMERCIALIZAÇÃO

Vamos discutir sobre a dificuldade de acesso a diferentes mercados e obtenção de preços justos pela produção, como enfrentar essas barreiras e trazer um retorno mais sustentável que possibilite a capitalização do agricultor, a ampliação da sua produção, a melhoria da produtividade e a possibilidade de fixação das novas gerações no campo.

CERTIFICAÇÃO PRODUTOS AGROECOLÓGICOS E ORGÂNICOS

Os Sistemas de Certificação Participativa (SPG) constituem uma das formas de certificação orgânica reconhecidas pela lei brasileira. Essa forma de garantir a certificação se encontra presente hoje em mais de cinquenta países distribuídos ao redor do globo. O sistema se estrutura sobre os princípios de confiança, trabalho em rede e troca de saberes.

8º Módulo: Sistemas Agroflorestais com Juçara

A Juçara é uma palmeira nativa da Mata Atlântica e por isso já se encontra melhor adaptada às condições do Espírito Santo do que o açaí (proveniente da Amazônia) se mostrando uma excelente opção para uso nos SAFs capixabas e de outras regiões edafoclimáticas parecidas. Os frutos apresentam alto valor nutricional, grande concentração de antocianinas e compostos antioxidantes naturais auxiliando a retardar o envelhecimento.

BENEFICIAMENTO

Os diferentes usos do fruto de Juçara, envolvendo os frutos prontos para despolpar (para sementes ou mudas), a polpa do fruto, para sucos, como matéria prima para vários outros subprodutos (geleias, pães, bolos...) ou uso dos pigmentos, medicinal ou cosméticos.

AGROFLORESTA PARTICIPATIVA

Será realizada a colheita dos frutos como aplicação prática, buscando observar o papel da espécie dentro dos processos biológicos e ecossistêmicos que participa como agente fundamental.

JUÇARA

O estrato da Juçara no agroecossistema é alto, sendo que ela apresenta de 5-20m e leva de 6 a 10 anos para atingir o estágio adulto. Seus frutos podem ser utilizados para alimentação humana e também pela fauna local, sendo uma espécie nativa excelente para ser aproveitadas também nos SAFs em áreas de Reserva Legal (RL) ou Áreas de Preservação Permanente (APP). Serão abordados nesse módulo aspectos técnicos de produção de mudas, estratégias para plantios, manejo e colheita dos frutos.

9º Módulo: SAF's com foco cafeeiro

A diversificação da produção do café em consórcio com outras plantas ou em Sistemas Agroflorestais, aumenta a qualidade do café obtido, além de preservar o solo e a biodiversidade. Os sistemas agroflorestais com foco na cafeicultura tem se mostrado viáveis econômica, ecológica e socialmente.

A diversificação da produção leva à maior estabilidade econômica e segurança alimentar do produtor, e ainda possibilita o retorno econômico nos primeiros meses de implantação do sistema, diferentemente da monocultura.

CAFEICULTURA EM CONSÓRCIOS

O café é de estrato baixo na seguindo a estratificação do agroecossistema, por isso o seu cultivo em consórcio com outras plantas que gerem sombra, associado a um manejo adequado, levam a uma melhoria da produção nos aspectos econômicos, ambientais e sociais.

Os cafés plantados em consórcio podem aumentar o retorno econômico do produtor devido à diversificação da produção gerando uma receita parcelada em vários meses do ano, permitindo rambém a maior estabilidade em longo prazo. 

TIPOS DE SISTEMAS AGROFLORESTAIS COM FOCO EM CAFÉ

O cultivo do café dentro de SAFs busca replicar o hábitat original do café, que crescia à sombra de outras árvores, na Etiópia, seu país de origem. O café pode ser produzido associado com árvores frutíferas e madereiras, além de plantas anuais e semi-perenes, buscando ocupar todos os estratos do sistema e dinamizando a produção.

Esse tipo de produção permite a autossuficiência do agroecossitema, que é impossível de ser alcançada dentro de uma monocultura. A independência de insumos externos melhora a qualidade do agroecossitema, além de trazer muitas vantagens econômicas, sociais e para o ambiente em geral.

AGROFLORESTA PARTICIPATIVA

Será realizada o diagnóstico dos consórcios existentes no Instituto Ibietê, juntamente com a elaboração de croquis de novos SAFs.

10ºMódulo: SAF com Plantas Medicinais e Aromáticas

Historicamente utilizamos as plantas para diversas finalidades como, alimentação, medicina, temperos, perfumes e decoração. As plantas medicinais e aromáticas, além da utilização direta pelo homem, também são excelentes atrativos para polinizadores e podem ser amplamente utilizadas nas primeiras etapas de implantação das agroflorestas. O uso delas podem trazer benefícios ambientais, econômicos e sociais, além do regaste cultural e tradicional da aplicação delas.

PLANTAS MEDICINAIS E AROMÁTICAS

Nesse módulo falaremos das características farmacológicas, aromáticas, condimentares e alimentícias de algumas das plantas mais utilizadas dentro dos SAFs. O resgate da utilização dessas plantas é essencial para a recuperação do saber tradicional e sua manutenção por muitas gerações.

MANEJO CANTEIROS AGROFLORESTAIS

As plantas medicinais e aromáticas podem ser utilizadas na fase de colonização dos canteiros, podem ser distribuídas pelos canteiros exercendo funções de controle biológico e melhoria do equilíbrio do ambiente. É importante fazer o planejamento desses consórcios porque essas plantas podem ser alelopáticas, ou seja, podem afetar de forma negativa o desenvolvimento de algumas espécies.

AGROFLORESTA PARTICIPATIVA

Será feito o diagnóstico dos canteiros existentes no Instituto Ibietê, juntamente com práticas para estabelecer um novo canteiro e as principais técnicas e etapas envolvidas para o desenvolvimento de um SAF saudável e produtivo. 

 

11ºMódulo: Beneficiamento de Produtos de SAF's

O beneficiamento dos produtos agroflorestais é uma etapa importante para o melhor aproveitamento da produção. Gerando maiores lucros, aumento da diversidade dos produtos comercializados, além de aumentar a longevidade do que foi produzido. Essa etapa é muito importante para a garantia da estabilidade econômica do SAF.

TIPOS DE BENEFICIAMENTO

Nesse encontro discutiremos sobre as possibilidades de agregar valor aos produtos do SAF. Os produtos gerados podem ser gerados na forma de produção de polpas, ou desidratação gerando diversos produtos que podem ser utilizados de diferentes formas, além da agroindústria que pode agregar valor na comercialização como, pães, bolos, geleias, iogurtes e etc. 

TIPOS DE COMERCIALIZAÇÃO

Discutiremos os tipos de economias e comercialização dos produtos que podem ser sustentáveis e lucrativas para os produtores, buscando ganhos econômicos de forma sustentável social e ambientalmente.

AGROFLORESTA PARTICIPATIVA

Experimentaremos alguns produtos agroflorestais beneficiados, mostraremos opções derivadas e discutiremos coletivamente diferentes casos e ideias.

12º Módulo: Poda Avançada em SAF's

Neste último encontro do ano de Agrofloresta, abordaremos a importância do Manejo de Poda, como é realizado, como dar manutenção correta e realizar a limpeza do seu Sistema Agroflorestal. A poda é parte fundamental para a dinâmica da agroflorestal. Podem ser realizadas diferentes técnicas, buscando maior produção das frutíferas, incremento da matéria orgânica do SAF, pulsos de vida para todo o sistema e organização da estratificação da agroflorestal como um todo.

CICLAGEM DE NUTRIENTES

As árvores primárias e clímax apresentam um papel essencial dentro da agroflorestal, trazendo os nutrientes das partes mais profundas dos solos para a superfície, por meio de suas folhas, caule, frutos e flores. A técnica de poda visa acelerar e potencializar esse processo, aumentando os nutrientes disponíveis no Sistema para as plantas como um todo. Também abordaremos técnicas de poda voltadas para o aumento de produção de frutíferas e manutrenção de estratificação.

AGRICULTURA SINTRÓPICA

A agricultura sintrópica busca otimizar o uso da matéria orgânica dentro do sistema de forma que não necessite de insumos externos para a melhoria da produção. A poda é parte fundamental para a potencialização dessa dinâmica. Discutiremos essas técnicas com base nos princípios da agricultura sintrópica e a dinâmica de sucessão.

AGROFLORESTA PARTICIPATIVA

Realizaremos prática de poda em SAFs em desenvolvimento, envolvendo diferentes técnicas associadas, fortalecendo a práxis agroecológica e da agricultura sintrópica.

Facilitadores

Marina Gomes de Figueiredo

Marina Gomes de Figueiredo

Sou bióloga formada em 2005 e desde os primeiros anos da graduação trabalho com conservação. Tenho buscado diferentes ferramentas para conservar e manejar o meio ambiente, fiz mestrado e doutorado voltados para genética da conservação. Durante o doutorado conheci a agroecologia e tenho me aproximado desses preceitos desde então. Fiz especialização em agroecologia e estou trabalhando com o Grupo de Agricultura Ecológica Kapi’xawa desde 2018. Espero encontrar soluções, dentro das fundamentações agroecológicas, para um desenvolvimento sustentável associado à conservação do meio ambiente e concomitante com a viabilidade econômica.

Luan Tchorla

Luan Tchorla

Formado em licenciatura e bacharelado em Ciências Biológicas pela UENP, Permacultor formado pelo Instituto Çarakura, durante a formação despertou sua paixão pela área de preservação e conservação do meio ambiente, e desde os primeiros semestres procurou efetuar trabalhos seguindo essa linha de atuação, dentre esses trabalhos destaca-se o plantio e a bioconstrução. Já teve experiências com estruturas em bambu, técnicas bioconstrutivas como pau a pique ( Bambu a pique), Cob, Adobe, Hiperadobe, Taipa de pilão.

Gabriella Gabriel Ramaldes

Gabriella Gabriel Ramaldes

Sou bióloga recém formada pela UFES. Desde sempre procurando incessantemente formas de trabalhar e pensar sobre as questões ambientais e de conservação, buscando uma forma de deixar o mundo mais consciente de sua relação com o planeta, durante a graduação me envolvi brevemente com o coletivo de Agroecologia Casa Verde e conheci um pouco da possibilidade de atuação da Agroecologia no mundo, me apaixonei pela Agroecologia e pela Educação Ambiental que é onde acredito poder transformar a sociedade através da percepção dinâmica e didática sobre como somos parte da natureza, e não um ser fora dela, num fluxo comunidade e meio ambiente. Decidi trabalhar com os saberes tradicionais de plantas medicinais em culturas afrodescendentes, me aproximando ainda mais das plantas. Cultivo desde então um carinho especial pelas plantas medicinais e agora, no instituto Ibietê pretendemos unir esses saberes nas nossas Agroflorestas.

Douglas Tinoco Wandekoken

Douglas Tinoco Wandekoken

Sou Biólogo e Mestre em Biologia Vegetal pela Universidade Federal do Espírito Santo. Durante a graduação iniciei meus trabalhos com agroecologia no Coletivo Casa Verde de Agroecologia atuando com educação ambiental, produção de mudas e compostagem. Durante esse período pude atuar na implementação e manejo de Sistemas agroflorestais, com foco nas técnicas de plantio e poda, visando a melhoria da qualidade do solo e uma produção sustentável de alimentos. Também atuei no manejo e identificação de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), visando diversificar os alimentos consumidos pela sociedade atual. Atualmente sou consultor botânico, educador ambiental na Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi (EBMAR) e criador de abelhas nativas sem ferrão (Meliponicultor). Tenho como objetivo contribuir para uma forma de produção de alimentos holística, similar à dinâmica dos ecossistemas naturais, que seja ambientalmente sustentável, socialmente justa e economicamente viável.

Davi Salgado de Senna

Davi Salgado de Senna

Engenheiro Florestal, consultor ambiental, extensionista, com atuação há 10 anos no estado do ES. Acompanha e coordena projetos de recuperação de nascentes e matas ciliares. Experiência com implantação de sistemas agroflorestais, técnicas de conservação do solo e da água, saneamento ecológico e diagnósticos e planejamentos participativos com propriedades rurais. Foi coordenador geral do Projeto Plantadores de Água, patrocinado pelo Programa Petrobrás Ambiental, edital 2012. Coordenou diversas ações de educação ambiental, teórica e prática com agricultores de base familiar. Vale destacar o envolvimento com Unidades de Conservação de Proteção Integral e Uso Sustentável, do entorno da Serra do Caparaó. Possui experiencia na pesquisa científica sobre conservação da natureza, nos temas de agroecologia, solos, ecologia florestal e inventário florestal. Atualmente é mestrando do Programa de Mestrado Profissional em Agroecologia do IFES, campus de Alegre-ES.

Thiago Sudré

Thiago Sudré

Comunicólogo, formado na UFRJ, Gerente de Projetos, formado na FGV. Atua há 15 anos no mercado de marketing digital. Participou do desenvolvimento de mais de 300 projetos de sites e sistemas na internet. É representante da Yunus Brasil no Espírito Santo. Atualmente está como Diretor de Novos Negócios na Grão Germinadora, desenvolvendo Startups de Inovação e Negócios Sociais. É gestor do AmoBrasil, empresa de turismo sustentável, e atua como Presidente do Ibietê, instituto de preservação e educação ambiental.

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